Representantes do setor público debatem no Senado importância da identidade visual

21/10/2011 - 19h04

Em palestras nesta sexta-feira (21) no Interlegis, especialistas em identidade visual ressaltaram a importância de estabelecer e manter marcas fortes, que transmitam profissionalismo e reflitam os valores das empresas e instituições que representam. O Seminário de Identidade Visual no Setor Público, promovido por iniciativa da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secs), marca a implantação do Manual de Identidade Visual do Senado Federal.

Na apresentação do seminário, Paulo Ricardo dos Santos Meira, produtor de marketing do Senado, destacou a importância do Manual de Identidade Visual do Senado e a união de esforços dentro da Casa para seu desenvolvimento. Andréa Valente, diretora da Secretaria de Relações Públicas, concordou, argumentando que o Senado se apresenta "até num simples cartãozinho" através de sua marca. Davi Emerich, diretor de Jornalismo da Secs, elogiou a afinação da equipe com os esforços de racionalização legislativa, e Doris Marize Romariz Peixoto, diretora-geral do Senado Federal, salientou a importância de uma política de comunicação nas frentes interna e externa.

Silvia Sardinha Ferro, diretora de internet e eventos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, destacou as peculiaridades do trabalho exigido na mudança de identidade visual: em seu ponto de vista, é uma atividade complexa e delicada, pois envolve valores subjetivos embutidos na marca e no produto.

Ao apresentar o caso da reforma da identidade visual da Caixa Econômica Federal, realizada a partir de 1996, Silvia lembra que o trabalho foi precedido de ampla pesquisa - percebeu-se que a instituição era vista como uma empresa velha e de maus serviços, apresentada por uma marca em uso há 20 anos. A diretora explicou os detalhes da criação e implantação do projeto que deu consistência visual às agências da Caixa em todo o país, ao mesmo tempo que levou em conta aspectos como ergonomia e respeito ao patrimônio histórico.

Lincoln Seragini, conferencista em gestão de marcas, esclareceu a diferença entre imagem e identidade, e classificou a identidade visual como a "ponta do iceberg": para ele, o visual se apoia na cultura da marca, que é feita 80% de atitude. O conceito de branding foi defendido como a ciência da gestão da marca, que funciona como um "retrato falado da empresa" e um eixo em torno do qual tudo passa a ser feito para reforçá-la e não desmenti-la.

Lincoln Seragini tratou de casos importantes de criação e reforma de marcas no setor privado, além de mostrar o desenvolvimento do conceito da Marca Brasil. Em sua opinião, o setor público deve zelar por sua identidade visual, que transmite ideia de gestão madura, e a história e o simbolismo da instituição devem ser resgatados pela marca.

Paulo Cezar Barreto / Agência Senado

Notícias

Regra do CNJ facilita venda de imóvel de herança para pagar inventário

Regra do CNJ facilita venda de imóvel de herança para pagar inventário Artigo da Resolução 35/2007 permite autorização por escritura pública, desde que o valor seja vinculado às despesas sucessórias Nathalia Costeira 03/07/2026 11:13  03/07/2026 11:14 Famílias que herdam imóveis muitas vezes...

Venda de imóvel em duplicidade obriga a indenizar pelo valor atual do bem

A conta chega Venda de imóvel em duplicidade obriga a indenizar pelo valor atual do bem 7 de julho de 2026, 13h50 Com relação aos danos morais, a juíza entendeu que situação vivenciada pelo trabalhador rural ultrapassa o mero aborrecimento contratual e fixou a indenização em R$ 15 mil. Prossiga em...

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária Periódico divulga teses firmadas pela Corte selecionadas pela novidade no âmbito do Tribunal e pela repercussão no meio jurídico. O Informativo de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça n. 894 (STJ) divulgou os...

Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva

Vínculos afetivos Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva Magistrada destacou que a filiação não se limita ao vínculo biológico, ao homologar acordo que reconheceu relação construída por afeto e convivência ao longo de 24 anos. Da Redação quarta-feira, 1 de julho de...